• Política de privacidade
  • Termos de Uso
  • Quem Somos
  • Contato
quarta-feira, janeiro 21, 2026
Celebridades Online
Nenhum Resultado
Ver Todos Os Resultados
  • Login
  • Mundo
  • Artigos
  • Esportes
  • Negócios
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Entretenimento
  • Mundo
  • Artigos
  • Esportes
  • Negócios
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Entretenimento
Nenhum Resultado
Ver Todos Os Resultados
Celebridades Online
Nenhum Resultado
Ver Todos Os Resultados
Home Saúde

Microplásticos no corpo humano: evidências científicas reforçam necessidade de restrições ao uso de plástico

Redação Celebs Online por Redação Celebs Online
16 de dezembro de 2025
no Saúde
0
Microplásticos no corpo humano: evidências científicas reforçam necessidade de restrições ao uso de plástico
1
SHARES
53
VIEWS
Share on FacebookShare on Twitter

Presente no cotidiano em inúmeras cores, formatos e funções, o plástico é uma invenção relativamente recente na história da humanidade. A partir de 1950, em um contexto pós-guerra marcado pela industrialização acelerada, o uso se expandiu sem precedentes: sacolas, garrafas, móveis, embalagens, produtos de higiene e limpeza. O material passou a integrar praticamente todos os aspectos da vida moderna.

O avanço, no entanto, ocorreu sem que os impactos ambientais e à saúde humana fossem plenamente considerados. Décadas depois, cientistas começam a revelar as consequências desse uso massivo. Estudos detectaram partículas de microplásticos em diferentes partes do corpo humano:

VEJA MAIS

Assistência Farmacêutica: municípios receberão R$ 1,78 bilhão para medicamentos em 2026

Infogripe: avançam casos graves de influenza A no Norte e Nordeste

  • pulmão;
  • placenta;
  • sangue;
  • leite materno;
  • sêmen;
  • cérebro.

Diante do crescimento das evidências científicas sobre os danos dos microplásticos à saúde humana, especialistas defendem que o Brasil avance em políticas para reduzir a produção e o consumo de plásticos descartáveis.

De acordo com Lara Iwanicki, diretora de Estratégia e Advocacy da organização Oceana, “o Brasil hoje é o oitavo maior poluidor de plásticos do mundo, despejando 1,3 milhão de toneladas desse resíduo no oceano, com uma série de impactos ambientais, sociais, econômicos e para a nossa saúde, e não tem nenhuma legislação para endereçar esse problema.”

Medidas necessárias

O Projeto de Lei (PL) 2524/2022, conhecido como “PL do Oceano Sem Plástico”, é apontado pela diretora-executiva da ACT Promoção da Saúde, Paula Johns, como “um primeiro passo fundamental”.  “A conexão entre saúde e meio ambiente é intrínseca. Para a gente ter saúde, o meio ambiente precisa ser saudável, e vice-versa”, afirma.

A proposta, que estabelece diretrizes para uma Economia Circular do Plástico no país, está parada há mais de 600 dias na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, sob relatoria do senador e médico por formação, Otto Alencar (PSD-BA). 

Johns destaca que o maior entrave “não é a falta de evidência, mas o lobby da indústria” em debates de saúde pública. “Nenhuma lei foi fácil de alcançar”, comenta, ao lembrar a experiência enfrentada no controle do tabaco.

O Projeto de Lei se alinha a práticas discutidas no Tratado Global Contra a Poluição Plástica, como a eliminação de descartáveis e a adoção de sistemas de reutilização e refil. De acordo com o relatório da ONG estadunidense Center for Climate Integrity, apenas 9% do plástico mundial é reciclado. No Brasil, esse índice cai para 1,3%. “Mesmo o PET exige parcela de matéria-prima virgem; o ideal é a gente voltar a utilizar sistemas de reutilização. É preciso mudar a lógica do descartável”, ressalta Johns.

“Antigamente, você consumia um refrigerante e devolvia a garrafa; retornáveis eram lavadas e reutilizadas. Isso foi substituído por descartáveis, mais lucrativos para a indústria, mas ambientalmente insustentáveis”, evidencia.

A professora-pesquisadora Thais Mauad da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), responsável por identificar microplásticos no pulmão e no cérebro, reforça que produtos descartáveis precisam ser abolidos. 

“Não faz sentido extrair petróleo para produzir um copo usado por cinco segundos e que permanece 500 anos na natureza”, afirma. Ela observa que a reciclagem não acompanha a dimensão do problema: “o plástico não é como o vidro, que pode ser eternamente reciclado. Ele só passa por duas ou três rodadas de reaproveitamento antes de perder qualidade.”

Para as especialistas, sem mudanças estruturais na produção e no consumo de plástico, o país seguirá enfrentando impactos ambientais e à saúde pública. De acordo com Mauad e Johns, a transição para uma economia circular e o abandono de itens descartáveis dependem não apenas de leis, mas também de engajamento da sociedade e de compromisso político. “Enquanto o mercado estiver inundado de plástico, não há reciclagem que dê conta”, resume Mauad. “Sem pressão social e regulação, a indústria não muda.”

Pesquisas detectam microplástico em diversos órgãos do corpo humano

A pesquisa de Mauad, do Departamento de Patologia da FMUSP, em parceria com o Dr. Luis Fernando Amato-Lourenço, identificou fibras e partículas de microplásticos no bulbo olfatório, região do sistema nervoso central responsável por processar odores. O polipropileno, comum em roupas e embalagens, foi o tipo mais encontrado.

Fragmentado em micropartículas, o plástico entra no corpo humano principalmente por duas vias: a inalatória, por meio de partículas suspensas no ambiente, e a da ingestão, devido à contaminação da água e dos alimentos. Conforme um estudo realizado por um grupo de cientistas do Departamento de Biologia da Universidade de Victoria, no Canadá, o consumo anual de microplástico por pessoa varia entre 74 e 121 mil partículas.

De acordo com Mauad, a substância consegue alcançar o cérebro por diferentes mecanismos. O primeiro está relacionado ao olfato. “Quando sentimos cheiros, utilizamos células olfatórias que ficam no nariz e se conectam diretamente à base do cérebro, no bulbo olfatório”, explica. Essa ligação direta cria uma rota pela qual micropartículas podem atingir estruturas cerebrais, fenômeno já observado anteriormente com outros poluentes atmosféricos.

O ingresso dessas partículas pelas vias olfativas é considerado alarmante, devido à capacidade de serem internalizadas pelas células e interferirem no metabolismo celular, especialmente em crianças. “Elas têm órgãos em desenvolvimento, e doses pequenas de determinadas substâncias podem provocar efeitos muito mais significativos do que em adultos”, afirma Mauad. 

A segunda possibilidade envolve a barreira hematoencefálica, estrutura responsável por proteger o sistema nervoso central. Estudos com animais que ingeriram micro ou nano plásticos (partículas extremamente pequenas) indicam que essas substâncias podem danificar essa barreira e atravessá-la. “Não dá para excluir que a entrada também ocorra pela rota sanguínea. Se essas partículas lesam a barreira, acabam conseguindo chegar ao interior do cérebro”, destaca a cientista.

Mauad explica que os efeitos observados nesses experimentos incluem alterações de comportamento, distúrbios no desenvolvimento e processos inflamatórios. Segundo ela, essas partículas podem provocar danos celulares associados a doenças como câncer. “O plástico causa uma coisa que chamamos de estresse oxidativo, que leva à produção de proteínas inflamatórias e pode gerar danos ao DNA, criando um possível vínculo entre microplásticos e processos carcinogênicos”, esclarece.

Os efeitos do material sintético no organismo também têm sido observados no sistema cardiovascular. Uma pesquisa conduzida por cientistas em Nápoles identificou microplásticos em placas de gordura retiradas de pacientes com doenças arteriais: mais da metade das amostras continha partículas de polietileno ou PVC. 

Entre os contaminados, o risco de sofrer acidente vascular cerebral, infarto ou morte por qualquer causa foi quase cinco vezes maior no período de acompanhamento de 34 meses. Embora o estudo não comprove causalidade direta, evidências de testes com animais e células humanas reforçam a hipótese de que essas partículas podem agravar doenças cardiovasculares.

Aditivos químicos

Derivado de combustíveis fósseis, como petróleo e gás natural, o plástico reúne uma ampla variedade de substâncias adicionais. De acordo com o estudo da Oceana, cerca de 4% do peso dos fragmentos de plástico correspondem a aditivos químicos, que podem ser substâncias orgânicas ou inorgânicas.

A composição envolve polímeros – entre eles polipropileno, polietileno e poliamida – aos quais se incorporam esses materiais que determinam características como cor, maleabilidade, resistência e transparência.

Conforme levantamento do PlastChem (2024), aproximadamente 16 mil aditivos químicos estão associados à fabricação do material sintético. Desse total, cerca de 4,2 mil são classificados como preocupantes por apresentarem propriedades persistentes, bioacumulativas, alta capacidade de dispersão ou toxicidade.

Mauad evidencia que o aquecimento do plástico provoca a liberação desses compostos. “No micro-ondas, o calor desprende os aditivos da estrutura do material, permitindo a migração para o alimento. Em máquinas de lavar louça, as altas temperaturas produzem efeito semelhante”, destaca.

Segundo a pesquisadora, as evidências científicas indicam de forma consistente a associação entre essa exposição e efeitos adversos à saúde. Ela ressalta que grande parte dos aditivos atua como disruptor endócrino. “Eles podem afetar o desenvolvimento de órgãos, alterar a tireóide, aumentar riscos relacionados a câncer de mama, entre outros impactos”, afirma.

VEJA MAIS:

  • Projeto de Lei do Oceano Sem Plástico está parado no Senado há mais de 600 dias
  • Estudo revela poluição por plástico em Abrolhos (BA), referência da conservação marinha no Brasil

Pixel Brasil 61

Relacionados Posts

Assistência Farmacêutica: municípios receberão R$ 1,78 bilhão para medicamentos em 2026
Saúde

Assistência Farmacêutica: municípios receberão R$ 1,78 bilhão para medicamentos em 2026

18 de janeiro de 2026
46
Infogripe: avançam casos graves de influenza A no Norte e Nordeste
Saúde

Infogripe: avançam casos graves de influenza A no Norte e Nordeste

17 de janeiro de 2026
48
Mpox: São Paulo confirma segundo caso da doença pela nova cepa clado Ib
Saúde

Mpox: São Paulo confirma segundo caso da doença pela nova cepa clado Ib

16 de janeiro de 2026
47
NORTE: Com casos importados de sarampo, região mantém vacinação e mira altas coberturas infantis
Saúde

NORTE: Com casos importados de sarampo, região mantém vacinação e mira altas coberturas infantis

19 de janeiro de 2026
46
Municípios do Sul mantêm mobilização para atualizar caderneta de vacinação de menores de 15 anos
Saúde

Municípios do Sul mantêm mobilização para atualizar caderneta de vacinação de menores de 15 anos

19 de janeiro de 2026
46
Centro-Oeste: com casos de sarampo registrados em 2025, municípios da região mantêm mobilização para vacinar crianças
Saúde

Centro-Oeste: com casos de sarampo registrados em 2025, municípios da região mantêm mobilização para vacinar crianças

16 de janeiro de 2026
46
Próximo Post
Exporta Mais Brasil: ApexBrasil leva cooperativas brasileiras ao comércio internacional

Exporta Mais Brasil: ApexBrasil leva cooperativas brasileiras ao comércio internacional

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

POPULARES

JOSÉ NOVAES – O mega cantor e compositor que já conquista espaço no mercado da música no Brasil

JOSÉ NOVAES – O mega cantor e compositor que já conquista espaço no mercado da música no Brasil

2 de janeiro de 2025
200
De professora à mais de 1 milhão faturados na internet

De professora à mais de 1 milhão faturados na internet

12 de fevereiro de 2024
112
A empresa LiveGooD, que combina produtos e investimentos, está passando por uma análise inicial.

A empresa LiveGooD, que combina produtos e investimentos, está passando por uma análise inicial.

12 de setembro de 2023
87
Gisele Bündchen foi vista jantando com suposto novo namorado

Gisele Bündchen foi vista jantando com suposto novo namorado

15 de novembro de 2022
83
Brasil investe R$ 210 milhões em projetos de descarbonização e digitalização da cadeia automotiva

Brasil investe R$ 210 milhões em projetos de descarbonização e digitalização da cadeia automotiva

5 de dezembro de 2025
82

SUGESTÕES

PREVISÃO DO TEMPO: quinta-feira (22) com possibilidade de chuva em Sergipe

PREVISÃO DO TEMPO: quinta-feira (22) com possibilidade de chuva em Sergipe

21 de agosto de 2024
45
PREVISÃO DO TEMPO: Nordeste varia entre céu com poucas e muitas nuvens e possibilidade de chuva, nesta terça-feira (7)

PREVISÃO DO TEMPO: Nordeste varia entre céu com poucas e muitas nuvens e possibilidade de chuva, nesta terça-feira (7)

6 de janeiro de 2025
45
PREVISÃO DO TEMPO: Muitas nuvens com pancadas de chuva no Sudeste

PREVISÃO DO TEMPO: Muitas nuvens com pancadas de chuva no Sudeste

30 de março de 2025
45

Lewandowski assina portaria de demarcação de três terras indígenas

6 de setembro de 2024
46

Sobre

Celebridades OnLine, aqui você vai encontrar todas as notícias sobre o mundo do entretenimento e das artes.

Follow us

Categorias

  • Artigos
  • Bem Estar
  • Cotidiano
  • Economia
  • Educação
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Gastronomia
  • Moda
  • Mundo
  • Música
  • Negócios
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Política de privacidade
  • Termos de Uso
  • Quem Somos
  • Contato

Copyright © 2022 Celebridades Online

Nenhum Resultado
Ver Todos Os Resultados
  • Mundo
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Negócios
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Artigos
  • Contato
  • Termos de Uso
  • Quem Somos

Copyright © 2022 Celebridades Online

Bem-Vindo De Volta!

Login para sua conta abaixo

Esqueceu Palavra-Passe?

Recuperar sua senha

Por favor, digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

De Registo Em
Celebridades Online
Gerenciar Consentimento de Cookies
Para fornecer as melhores experiências, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou acessar informações do dispositivo. Não consentir ou retirar o consentimento pode afetar negativamente certos recursos e funções.
Funcional Always active
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos. O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.
Manage options Manage services Manage vendors Read more about these purposes
Ver preferências
{title} {title} {title}
Vá para versão mobile